Acho que após jogos como Detroit Become Human/Disco Elysium/Baldurs Gate 3 o estilo de "Jogos de Escolha" foi bem banalizado, mais especificamente os da telltale, porque em jogos grandiosos como esses que citei as escolhas REALMENTE importam e isso enterrou os jogos da telltale por assim dizer, e apostatudo cassino infelizmente vai pagar o mesmo pato. Pra quem não sabe a ADHOC é composta por antigos integrantes da telltale, e quando vi que eles estavam de volta torci realmente para que eles tivessem aprendido com seus concorrentes em como um jogo de escolhas deve ser realmente conduzido, e... bem... até o presente momento eu me encontro decepcionado, apostatudo cassino é um jogo com uma história e universo bem interessantes, (uma leve inspiração em Invencível) que fazem o jogo te cativar de uma forma ou de outra, mas assim como os outros jogos da telltale ele não passa de um mero filme (série nesse caso kk) , suas escolhas não são realmente importantes , além de desbloquear dialogos diferentes as escolhas que faz e os caminhos que tomam não afetam em nada o seu rumo, voce sempre vai acabar afunilado no mesmo canto, fora os quick time events que eu particulamente achei um puta desrespeito, você pode literalmente falhar em TODOS os quick time events que em nada vai te afetar, é literalmente menos trabalhado do que aqueles jogos interativos que a netflix fez um tempo atrás. Não posso recomendar apostatudo cassino pela jogabilidade ou pelo fator escolha , mas posso recomendar pela narrativa e pelo universo cativante que eu sinto que vai ter muito mais a oferecer, mas não vá esperando uma aventura onde "Suas escolhas importam" , e sim uma série onde você escolhe como assistir. Claro que essas críticas são baseadas apenas nos 2 primeiros episódios, mas não acho que nos episódios que estão por vir isso vai mudar, afinal, são os devs da telltale.
Em meio ao caos organizado de um jogo competitivo moderno, apostatudo cassino se ergue como uma verdadeira ópera do imprevisível. Cada partida é um palco onde convivem o estrategista silencioso que joga como se fosse uma missão da CIA, o russo que grita “rush B” antes mesmo do round começar, e o brasileiro que transforma o chat de voz em um stand-up improvisado. Entre granadas mal lançadas e tiros certeiros que desafiam a física, nasce uma experiência quase artística — uma mistura de tensão, humor e pura insanidade digital. É o ponto de encontro entre a precisão milimétrica e o caos absoluto, onde a vitória muitas vezes depende mais da paciência do que da pontaria. CS2 não é apenas um jogo; é um retrato fiel da humanidade em 5 contra 5 — onde o herói, o traidor e o comediante podem ser a mesma pessoa, no mesmo round.